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"A Vila" Review


Por vezes aparecem livros, filmes ou álbuns que nos deixam indecisos, sem saber se dizemos bem ou mal. Este é um desses casos. Vamos primeiro a um resumo do argumento: A acção decorre numa pequena vila tranquila e pacífica em que de vez em quando essa paz é ameaçada por umas estranhas criaturas a que os habitantes chamam "Aqueles de Quem Não Falamos", criaturas com quem os habitantes fizeram um acordo, os habitantes da vila não ultrapassam os limites da vila e não entram na floresta e estes nao saem desta. Também há a abolição da cor vermelho, a cor proibida por atrair as criaturas que também acaba por ter um significado simbólico. Mas tudo muda quando Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) está decidido a ultrupassar esses mesmos limites. Lucius é apaixonado por Ivy Walker (Bryce Dallas Howard), uma jovem cega que também atrai a atenção do desequilibrado Noah Percy (Adrien Brody).

E é nesta espécie de trio amoroso que se desenrola a acção e a história de amor do filme e que faz com que desvende o mistério acerca da vila....obviamente não vou contar qual é o mistério.

"A Vila" é mais um filme de M. Night Shyamalan conta com grandes interpretações por parte de Bryce Dallas Howard (cujo papel no início era para ser atribuído a Kirsten Dunst mas que recusou para participar noutro projecto), Joaquin Phoenix ("Gladiador", "Sinais" também onde trabalhou com Shyamalan), Adrien Brody numa enorme interpretação ("O Pianista"), William Hurt ("Filhos De Um Deus Menor", "Dark City"), Sigourney Weaver ("Aliens", "Gorilas Na Bruma") em qe se tenta jogar com o mistério e suspense. Tenho que confessar que ainda não vi o seu anterior filme "Sinais", vi só parte do final e do que vi também fiquei sem vontade de ver o resto (meus amigos...o que é aquilo?!) mas quando o visionar por completo será posta aqui a respectiva...posta. Se sobreviver á experiência claro.

Em relação a este filme depois de o acabar de ver fiquei algo...confuso sobre se tinha gostado ou não dele. O argumento está muito bem explorado, a história de amor e o a verdade que é revelada mais para o final do filme ainda acrescenta mais beleza ao filme, está de uma beleza que raramente se vê. Então qual é o meu problema em relação a este filme? O problema é não conseguir me deixar de sentir enganado, porque o filme aponta no início para uma direcção totalmente diferente daquela que acaba por seguir e acaba por me fascinar mais a direcção sugerida do que a que realmente é seguida, um truque que trouxe muito proveito a M. Night Shyamalan e que lentamente foi a sepultura que cavou da sua própria carreira.

Devido a essa revelação o filme acaba por ter um final em que parece que nos roubam o cerébro e ficamos a ver os créditos á espera de algo mais tipo zombies. Então para dar a nota a este filme tenho que proceder a uma média. O argumento e a mensagem do filme de que por vezes ao fugirmos daquilo que nos assusta e martiriza e nos fecharmos em nós próprios numa realidade que não existe faz com que mais cedo ou mais tarde tenhamos que enfrentar essa mesma realidade de uma maneira que não gostaríamos e que não se pode fugir do espírito humano (do seu lado positivo e negativo) por muito que se tente começar de novo e por muito que nos isolemos do mundo exterior.

Nota 5

As expectativas criadas saem ou pelo menos sairam-me defraudadas e o final realmente não ajudou.

Nota 2

Nota final 3


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