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"Em Defesa da Honra" Review


Um daqueles filmes que passava a vida a dar na televisão, embora não seja aquilo que se chama um grande suceso. Devemos dizer que este filme surpreendeu-nos e muito. No início pensámos que era mais um filme de guerra/fuga-de-prisões-em-que-se-arranja-grandes-planos-e-grandes-engenhocas-para-escaparem-todos-e-ninguém-os-apanha, porque até gostamos desta dinâmica, mas conforme a história se desenrola ficamos a perceber que é um filme de guerra/tribunal-em-que-se-tenta-encontrar-o-culpado-a-todo-o-custo-mas-a-situação-está-cada-vez-mais-negra-para-o-acusado-que-é-inocente-do-que-o-acusam, mas não ficando por aqui. Mas tudo a seu tempo. 

Vamos á sinopse da praxe: a história se passa entre o final de 1944 e início do ano seguinte, quando um oficial do exército americano, o tenente Thomas Hart (Colin Farrell- "Swat", "O Recruta") é capturado pelos alemães numa emboscada, torturado para fornecer informações estratégicas para os rumos da guerra e depois vai parar a um campo de concentração. Hart é apresentado ao oficial americano de mais alta patente no local, o coronel William McNamara (Bruce Willis - toda a gente o conhece não o conhece?), que o transfere para a caserna dos alistados, onde ele se apercebe um grande sentimento de racismo no momento em que chegam dois novos prisioneiros negros, os aviadores tenentes Lincoln Scott (Terrence Dashon Howard) e Lamar Archer (Vicellous Shannon), principalmente por parte do sargento Vic Bedford (Cole Hauser), um ex-policia preconceituoso. 

Mal recebidos pelos companheiros, os pilotos negros são discriminados do grupo e o tenente Archer acaba por ser executado pelos nazis por ser tramado armadilha pelo sargento Bedford. Mais tarde, é agora o próprio sargento que aparece morto e a suspeita do assassinato recai sobre o outro tenente negro Scott, que é levado para um julgamento presidido pelo coronel McNamara e com o tenente Hart como advogado de defesa (antes da guerra ele era um estudante de direito). A realização da audiência só foi possível graças à permissão do coronel alemão Werner Visser (Marcel Iures), o "director" do campo que apenas procurava divertir-se com o julgamento. Durante o julgamento tenta apresentar as provas de que o seu "cliente" está inocente mas está limitado por não poder revelar todos os factos aos alemães, nomeadamente o local usado para se escapulirem das casernas. E o resto não se diz mais por causa dos spoilers

"Em Defesa da Honra" acaba por ser a junção dos estilos que falei antes e essa junção cria um grande todo, oferecendo o melhor que ambos têm para oferecer e também um final surpreendente. Acaba por ser uma história daquilo que as forças militares têm melhor e de pior, e das várias lutas que se travaram e continua a travar. A luta por servir a pátria, a luta por impedir que os inocentes não sejam injustiçados, a luta para tentar safar a própria pele independentemente das pessoas que se trama no processo, a luta para tentar ganhar respeito de quando se é discriminado e a luta final de absorver todas estas outras para no final decidir qual se deve seguir. Todas as personagens do filme travam essa luta tal como todos nós o fazemos ou já fizemos em algum momento das nossas vidas. Entre o fazer o correcto e salvar a pele, fazer o menos correcto mas pelo bem maior. As zonas cinzentas. Um filme que não envelhece.

Nota 8



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