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Pluto Nash Review


Nunca tivemos grande curiosidade para ver este filme, talvez pela decepção dos trabalhos mais recentes de Eddie Murphy ou então pelo o nome idiota do filme (qual será o objectivo de um filme chamado assim? Chegámos a pensar que era alguma adaptação das aventuras do cão do Pateta para ecrã gigante). Mas como não tinhamos nada melhor para fazer e como gostamos de sofrer - algo que vão perceber no futuro, lá fomos nós cheios de coragem

A história passa-se na Lua (Little America) no ano de 2080 e Eddie Murphy é Pluto Nash é um ex-presidiário (afinal não é o cão do Pateta, mas mesmo assim é um nome um pouco ridículo para uma personagem não canina) que para salvar um amigo da morte certa nas mãos de uns mafiosos resolve comprar a sua divída, ficando com o seu bar (que tem mais aspecto de pocilga de porcos alienígenas do que propriamente bar). Passados 7 anos a pocilga transforma-se no bar mais rentável da lua, passando a ser um lugar apetecível para Rex Crater, um criminoso que quer introduzir o jogo na Lua. Nash recusa a oferta que lhe é feita sobre o bar e por isso é destruído. Com a ajuda de Bruno (um papel curioso de Randy Quaid), um robô desactualizado e de Dina, a filha de um amigo seu, Nash vai andar a fugir aos assassinos desastrados de Rex Crater e ao mesmo tempo a tentar encontrar as respostas sobre esta personagem misteriosa que nunca ninguém viu.

Em termos de imaginário futurista, Pluto Nash recupera um pouco os ambientes das séries de televisão e filmes de série zx dos anos 60 que todos nós andamos nos ultimos 40 anos a tentar esquecer e tenta juntar alguns momentos de humor com alguma acção e uma espécie de policial de mistério mas o resultado penso que seja o inverso ao pretendido: não tem piada, corre-se o risco de se adormecer a meio e recorre-se á solução fácil (olhó spoiler) dos clones para desvendar o grande mistério e para caras iguais já bastam as novelas da TVI (Quando se é dado a pensar que o vilão é um mafioso terrestre interpretado por Alec Baldwin e depois acaba por ser um clone, acho que se pode presumir que eles não tiveram mais dinheiro para pagar a Baldwin ou então ele leu o resto do argumento e...foi de férias para o Nepal [assim para longe, longe...] até se esquecerem dele).

Como curiosidades podemos referir essa mesma participação fugaz de Baldwin mais a de John Cleese no papel de motorista virtual que Nash rouba (e aqui vê-se algum humor mas infelizmente é de pouca dura) e a melhor curiosidade fica para o fim. Numa altura em que estão presumivelmente mortos (senão me engano a 2ªa vez no filme) depois de escaparem por pouco da explosão do carro roubado (lá se vai o John Cleese) Nash, Bruno e Dina vagueiam pela paisagem árida da lua até o oxigénio dos seus fatos acabar. Depois do oxigénio acabar Bruno carrega com os dois até acabar a sua energia e depois diz algo como: "chefe...a energia está a acabar...". Ora estando eles na lua sem oxigénio, como pode ele falar?

Mas pronto, como nota de conforto desta infeliz visão futurista fica o facto positivo de a música de dança do futuro ser tão má como a do presente...

Nota 3/10


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