TRENDING NEWS

recent

Reportagem - Vagos Metal Fest @ Quinta do Ega, Vagos, 13 e 14 de Agosto de 2016


Depois de toda a polémica e incerteza que rondou a continuidade de um evento de peso em Vagos, a materialização desse evento gerou muita curiosidade e sobretudo evento. Como o que nos interessa é mesmo a música, é mesmo na mesma que nos vamos focar, mas mesmo assim podemos adiantar que logo à partida a comunidade metaleira ficou agradada e em certa medida, surpreendida, com a qualidade dos nomes reunidos em tão pouco tempo - tendo em conta o tempo envolvido para este tipo de eventos e de todos os problemas que por vezes afectam directamente os planos realizados. Felizmente, foi algo que não se verificou, tendo havido apenas uma troca de horário no que diz respeito a duas bandas do primeiro dia.



Dia 1


No primeiro dia, a curiosidade era mais que muita. Verificar o que tinha mudado e o que não tinha mudado. Verificaram-se algumas mudanças na organização do espaço, ficando o recinto com um espaço mais amplo e havendo mais variedade e oferta no que há comida diz respeito, ficando esta oferta repartida entre o local onde os espectáculos iriam acontecer e aquele que lhe dá acesso. Apesar destas pequenas alterações em relação aquilo que todos conheciam, o espírito, manteve-se alterado, tanto pelo público como a própria população que acolheu de braços abertos esta primeira edição do Vagos Metal Fest.


Em termos musicais, este primeiro dia iniciou-se com os Correia, uma estreia nos palcos de Vagos (a primeira de muitas e uma das razões do sucesso do mesmo). O início não poderia ter sido melhor com o hard'n'heavy inspiradissimo que junta na mesma banda os irmãos Apolinário Correia (mais conhecido como Poli dos Sam Alone e Devil In Me) e Miguel Correia (mais conhecida como Mike Ghost dos Men Eater e More Than A Thousand). Poderá pensar-se que sendo Vagos um palco tradicionalmente ligado às sonoridades assumidamente metálicas, que um colectivo deste calibre não tivesse uma boa recepção, mas foi precisamente o contrário. Além de ter sido dada a conhecer a muitos que desconheciam a sua existência, a sua prestação foi irreprensível, destacando-se o tema "Down By The Lake". Para quem não os conhecia, não há desculpas para não procurar pelo seu álbum, lançado recentemente, "Act One" e para acompanhá-los à próxima incursão nos grandes festivais, que será na próxima edição do Reverence em Valada. Aquecimento bem sucedido. Nota ainda mais que positiva para os ecrãs gigantes que estavam logo a funcionar na primeira banda (a tradição era serem apenas ligados mais tarde, embora só se tornasse visível quando a noite chegava) e com uma qualidade superior ao que se estava habituado


Após uma alteração no horário, em vez de terem subido ao palco os Vektor, chegaram-se à frente os franceses Betraying The Martyrs, donos de uma sonoridade moderna e mais próxima do metalcore tendo muito de djent - uma tradição dos últimos anos (isto é, da anterior encarnação) que se manteve: ter sempre uma banda deste tipo de sonoridade. Tal como anteriormente, a animação foi garantida, havendo espaço para muitos circle pits e, claro, uma wall of death. O final deu-se com uma versão da "Let It Go", música da banda-sonora do filme da Disney, "Frozen". Para trás ficou um público satisfeito e devidamente aquecido para a noite que se adivinhava intensa, com a banda francesa a corresponder às expectativas e a saírem, também eles, satisfeitos com o impacto da sua actuação. De assinalar a referência do seu vocalista Aaron ao trabalho desempenhado pelos bombeiros.


Seria a vez dos Vektor subirem finalmente ao palco, eles que eram uma das grandes atracções deste cartaz para o primeira dia, apesar de estarem submetidos a uma actuação curta - dolorosamente curta, tendo em conta o talento da banda, a qualidade do álbum que promovem (o terceiro, "Terminal Redux") e a sua prestação fantástica. Se houve algum problema com o concerto dos Vektor, foi mesmo o facto do seu som exigir um pouco mais de limpidez no som, que infelizmente não houve. No entanto, nada ao ponto de manchar a sua actuação, tendo a mesma ficado registada nos nossos registos como uma da mais impactante do primeiro dia desde Vagos Metal Fest. Apenas cinco temas, dos quais destacamos "LCD (Liquid Crystal Disease)", "Psychotropia" e "Hunger For Violence". Para os amantes de thrash metal técnico e progressivo, este foi um concerto obrigatório. Que venham cá em nome próprio que definitivamente haverão muitos interessados.


Após a lição dos norte-americanos Vektor, seria a vez da prata da casa chegar-se à frente. Os Ramp dispensam introduções, são um dos nomes mais clássicos do metal nacional, uma máquina bem oleada em cima dos palcos, liderados por um Rui Duarte que é um comunicador nato e que foi incansável em puxar pelo público. Foi também mais um bom exemplo de frustração/instatisfação que deixou no público pela demasiada curta duração do seu set. Ainda assim, e apesar de algumas falhas no som, principalmente na guitarra de Ricardo, malhões como "Dawn", "Hallelujah" e "How" mantiveram os níveis energéticos bem altos. Rui Duarte despediu-se do público de Vagos com a promessa de um novo álbum para breve, caso o mesmo desejasse, dando a indicação de que o sucessor de "Visions" (que já foi lançado sete anos atrás) poderá ver a luz do dia através de um projecto de crowd-funding. Independente da forma como o mesmo surja, é preciso é que venha.


A noite caía rápido e era vez dos italianos Fleshgod Apocalypse aterrarem em Vagos, vestidos a rigor como se tivessem saído do século 17, para um concerto que apesar de alguns problemas sonoros, revelou-se sublime. O grande atractivo sonoro dos Fleshgod Apocalypse é a combinação das orquestrações com o seu metal extremo e apesar da brutalidade ter sido presença inegável, infelizmente existiram alguns pormenores que se perderam na actuação. Também existiram problemas na primeira música com a voz de Tommaso Riccardi a ouvir-se apenas do lado esquerdo, situação que ficou corrigida; a voz da soprano Veronica Bordacchini, que acompanha a banda ao vivo, a soar demasiado alta na mistura por vezes, dando a falsa sensação que estava a desafinar e por outro lado as orquestrações não se conseguirem fazer ouvir como seria suposto. O mesmo aconteceu algumas vezes com as vozes limpas cantadas por Paolo Rossi, também baixista.


E será que a actuação dos Fleshgod Apocalypse foi menos conseguida devido a estes problemas? Nem por isso, a banda demonstrou-se uma máquina destruidora no palco com uma prestação técnica irrepreensível. A actuação foi em grande medida baseada no último álbum de originais, "King" sendo que "Cold As Perfection", "The Fool" e "In Aeternum" foram grandes destaques. Dos álbuns anteriores, destacou-se "Pathfinder", que levou tudo à frente e é já se revela obrigatório nos alinhamentos da banda italiana. Os problemas de som não foram suficientes para impedir que esta visita dos Fleshgod Apocalypse ao nosso país fosse um sucesso. Deseja-se que voltem mais uma vez, mas desta vez em nome próprio. Já se impõe.



A noite adensa-se, torna-se mais fria. Seria mudança de clima ou a chegada dos mestres suecos da escuridão? Não temos como saber mas a intro que marcou o início do concerto dos Dark Funeral de certeza de que fez descer um pouco mais a temperatura na Quinta do Ega. Apesar de também não se conseguirem livrar dos problemas sonoros - na primeira música, "Unchain My Soul", apenas se ouvia bateria e baixo, e a voz estava mais directa, sem o eco da praxe. Felizmente, antes da música chegar ao final, o som finalizou. Brutalidade e adoração a Satanás é uma constante nos concertos da banda sueca e em Vagos não houve excepção, no entanto, ainda houve espaço para agradecimentos da banda à organização que conseguiu arranjar duas guitarras, já que as dos Dark Funeral foram extraviadas pela Air Brussels.


Detalhes aparte, e musicalmente falando, foi um concerto bem sólido, na linha daquilo que a banda tem vindo a apresentar um pouco por toda a Europa, nesta ronda de festivais, tendo o mais recente "Where Shadows Forever Reign", como pano de fundo e sendo o ponto principal da actuação, destacando-se o tema título e a "Temple Of Ahriman". No entanto, a banda também passeou pela sua restante discografia, onde teremos que destacar esse clássico do black metal da segunda metade da década de noventa e tema-título do seu álbum de estreia, "The Secrets Of The Black Arts". Quem diria que passando do risco de não haver festival em Vagos para o risco de ter uma banda de black metal a encabeçar o mesmo, se iria ter um sucesso inquestionável. Mas a noite ainda não tinha acabado.


Optando por fechar a noite com bandas nacionais (começando com acabou), soube muito bem termos duas bandas como Bizarra Locomotiva e Moonspell serem reconhecidas (finalmente) com um lugar especial no alinhamento. No primeiro dia foi a vez dos Bizarra Locomotiva que além de terem o melhor som do primeiro dia, tiveram uma actuação demolidora e a beirar a perfeição. Rui Sidónio estava especialmente endiabrado tendo saltado diversas vezes para o meio do palco para cantar com o público (literalmente, passando diversas vezes o microfone para vários espectadores que se juntaram à sua volta, tendo sido uma das mais ilustres a Muffy dos Karbonsoul, que cantou o refrão do "Escaravelho", que encerrou o concerto da banda e consequentemente, o primeiro dia. Não faltaram ainda temas como "Gatos do Asfalto", "Na Febre de Ícaro", "Foges-me Em Chamas", "Egodescentralizado" e "Anjo Exilado". 


O balanço final do primeiro dia foi extremamente positivo, com o ambiente presente, com a música de alta qualidade onde alguns problemas sonoros não invalidaram o saldo positivo que as primeiras sete actuações tiveram sobre o público. De salientar também a forma como os concertos começaram todos praticamente à hora prevista, sem grandes desvios daquilo que estava previsto. A música continuou com o dj António Freitas até às seis da manhã, com um desfilar de clássicos do metal.


Dia 2


Antes da música do segundo dia começar, a sirene dos bombeiros a soou, dando sinal de que os fogos não davam tréguas aos bombeiros, a quem a organização já tinha assegurado que doaria parte dos lucros do festival. Felizmente no que diz respeito à música, não houve más notícias. Antes pelo contrário. 


As hostilidades começaram, tal como no dia anterior, com duas bandas nacionais, tendo sido os Godvlad a primeira. A banda de Aveiro estava a jogar em casa e despejou em meia hora a sua fórmula característica de death metal melódico de contornos góticos. A banda que lançou recentemente o EP "Dark Secrets of Heaven" demonstrou-se bastante coesa ao vivo tanto em termos técnicos, onde teremos que referir obrigatoriamente a destreza técnica de Pedro Miranda nos solos como em termos de presença em palco, onde de Vanessa Cabral se notabilizou como frontwoman, dividindo a voz com Sérgio Carrinho, responsável pelo baixo e guturais. Os temas "Bipolar" e "Praise Your Queen" foram aqueles que mais impacto tiveram, numa banda que ainda tem muito para nos dar.


Era chegada a vez um dos momentos mais aguardados. Os Heavenwood estão num momento de forma fantástico e com um grande álbum de originais às costas, "The Tarot Of The Bohemians Pt. 1" e a única coisa que temos a lamentar foi o facto de terem tocado menos tempo. Fica a esperança que voltem para tocar com mais tempo. Ainda assim, mesmo sendo pouco tempo, foi bem gozado, começando logo com a intro imponente de "The Arcadia Order", e passando um pouco por toda a sua carreiranão esquecendo clássicos como "Emotional Wound" (do clássico álbum de estreia que atingiu este ano a marca de vinte anos desde que foi lançado), "Rain Of July" e "Suicidal Letters" de "Swallow", sem esquecer o mais recente trabalho onde uma já clássica "The Juggler" também pontificou, "The Empress" e "The High Priestess", esta última com a já habitual presença e participação de Sandra Oliveira dos Blame Zeus. Tirando alguns problemas com as guitarras de Vítor Carvalho, foi uma actuação a beirar a perfeição.


Mais uma estreia em solo nacional, desta feita os suecos Tribulation que a cada álbum que lançam, conseguem aumentar ainda mais a legião de fãs e despertar a curiosidade daqueles que não os conhecem. O último álbum foi o bem-recebido pela crítica "The Children Of The Night", no qual basearam praticamente toda a sua curta actuação. Com uma presença de palco desconcertante, a banda sueca arrasou, mesmo dando mais melodia a uma plateia que tem tendência a apreciar mais brutalidade. No entanto, não havia volta a dar, para quem não ficasse hipnotizado pela música, certamente a presença de palco de Jonathan Hultén, guitarrista, deixaria com os olhos presos ao palco na Quinta do Ega. "Strange Gateways Beckon", "Melancholia" e "When The Sky Is Black With Devils" foram bons exemplos do poder que a actuação da banda sueca deixou e espalhou por Vagos.


Uma das primeiras confirmações desta primeira edição do Vagos Metal Fest foi a dos Discharge, uma das seminais bandas de punk/hardcore de sempre. A banda inglesa, que deu como contributo à música pesada o famoso d-beat (ou Discharge beat), influenciou nomes tão díspares como Sepultura, Anthrax, Soulfly, Machine Head, Metallica, Slayer, Bathory, Napalm Death, Hellhammer e abriu caminho para o que se entende como crossover e grindcore, pelo que a sua presença é totalmente justificada. Caso ainda restem dúvidas, só temos a acrescentar que foi o concerto de todo o festival que mais circle pits proporcionou. Com uma carreira irregular, é certo, mas com uma série de clássicos na carteira, os Discharge não deram tréguas e mesmo para quem não é avesso ao punk, foi impossível não ficar contagiado com petardos como "Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing", "New World Order", "Protest And Survive", "Hate Bomb", "State Violence State Control" e claro, o clássico supremo, "The Possibility Of Life's Destruction". O facto de estarem num festival metal não teve qualquer poder intimidatório para com os britânicos (aliás, o último álbum de originais, o excelente "End Of Days" foi lançado precisamente pela Nuclear Blast, uma das maiores editoras independentes de metal a nível mundial) e exemplo disso foi o comentário de J.J. Janiak, que em tom de brincadeira perguntou, após mais uma bujarda punk/hardcore, "is that metal enough for you?".


Entrávamos na recta final, com as três principais bandas do último dia a perfilarem-se para o encerramento do festival. A primeira das três foram os finlandeses Finntroll que apesar de não terem nenhum álbum novo não impediu que a multidão não se tenha juntado toda para os ver pela primeira vez. E foi um festim do início ao fim. Mesmo não sendo das bandas mais festivas do contingente escandinavo que junta metal e folk no mesmo tacho, isso não foi impedimento para que houvesse festa do início de mais um dos bons exemplos da qualidade bem acima da média dos concertos desta edição de estreia. 


A banda levou-nos a passear, vestidos a rigor, com orelhas em bico e tudo, por uma pequena selecção da sua discografia sendo que o foco foi mesmo o último álbum de originais, "Blodsvept" que data já de 2013. "Mordminnen", "Skogsdotter" e o tema título" foram os escolhidos desse trabalho, não faltando depois "Nattfödd", "Trollhammaren" e "Jaktens Tid" entre outras, não faltando circle pits e boa disposição - até um comboio de espectadores que percorreu a assistência alegremente surgiu. Uma verdadeira festa que nos faz interrogar... "Como seria possível deixar de haver um evento destes para o público nacional?"


Um dos momentos mais aguardados estava a chegar, o regresso dos Helloween ao nosso país, depois de dez (!) anos de ausência e quase vinte anos desde a penúltima visita, no mítico Dramático de Cascais, onde abriram para Iron Maiden. E o que de dizer da actuação de uma das bandas mais clássicas de power metal? Tudo na perfeição, desde o som, um dos melhores de sempre em Vagos, até à performance da banda, com um Andi Deris muito comunicativo e divertido e claro, passando pela adesão do público que fez com que estivesse no ar um ambiente fantástico e único que ainda fez com que se puxasse mais pela banda. O alinhamento foi diverso, havendo alguns clássicos ficando de fora mas também, com uma carreira com mais de trinta anos, difícil seria tocar todos os temas essenciais em menos de três horas. Ainda assim, e uma nota mais pessoal, talvez fosse preferível ouvir temas como "The Chance", "Midnight Sun" ou "Rise And Fall" em vez do solo de bateria.


De qualquer forma, ter a oportunidade de ouvir em Vagos um concerto que começa com "Eagle Fly Free", "Dr. Stein" e que nos apresenta ainda clássicos "Steel Tormentor", "Power", um medley fantástico com "Halloween", "Sole Survivor", "I Can", "Are You Metal?" e "Keeper Of The Seven Keys" e deixando para o encore "Future World" e "I Want Out". Um alinhamento de luxo ao qual não faltaram os destaques aos temas mais recentes do último álbum "My God-Given Right", onde se incluem o tema-título, "Heroes" e "Lost In America". Uma actuação fantástica com um público a altura que cantou de início ao fim que deixou até surpreendido Deris que referiu que estava com dificuldades em ouvir os coros dos seus companheiros de bandas devido ao volume do público. 


Sem dúvida uma das melhores actuações de sempre em Vagos, o que deixou a fasquia bem elevada para os senhores que se seguiam, os nossos Moonspell, que tiveram, como os próprios afirmaram, a honra e prazer de encerrar a edição de estreia do Vagos Metal Fest, na actuação que marcava a sua estreia em Vagos. A banda portuguesa entrou em grande com o destaque ao último álbum de originais, o excelente "Extinct", sendo que os temas "Breathe (Until We Are No More)" e o tema-título foram os escolhidos, tendo tocado ainda mais à frente no alinhamento "The Last Of Us" e "Em Nome do Medo", onde Fernando Ribeiro dividiu as vozes com Rui Sidónio, uma parceria que é sempre bem sucedida - e bem-vinda. 


Tal como em Helloween, havia algo especial no ar. O público, quando tinha tudo para irem para a tenda satisfeito pelo concertozorro dos alemães, ainda queriam mais assim como a banda liderada por Fernando Ribeiro, que deram muito mais do que foi esperado. Ele próprio que tinha dito inicialmente que não ia falar muito, acabou por ter o discurso que carregou nos botões certos do público e também foi revelador da emoção que existia de parte-a-parte naquele momento vivido. Desde a devida menção ao trabalho fantástico dos bombeiros e ao seu espírito de sacrifício, até à organização por ter lutado por manter a chama de Vagos viva e ainda, por mais do que uma vez, o agradecimento àquele público fantástico que permitiu que essa mesma chama não se extinguisse.


Foi um concerto especial, sentido por todos, desde a banda até ao público e não faltaram motivos para celebrar - a melhor forma de definir este último dia é mesmo "celebração" - seja o facto de "Irreligious" fazer vinte (!) anos com a sequência "Opium" e "Awake", até às visitas a "Ruin & Misery", "Raven Claws" (com a participação de Mariangela Demurtas, dos Tristania e esposa de Ricardo Amorim que também já tinha participado no mesmo tema aquando o concerto dos Moonspell no Coliseu de Lisboa no ano passado) e "Mephisto" (com direito a chamas infernais que tanto colorido deram a uma noite de si já escaldante. As chamas viriam a surgir mais vezes ao longo do espectáculo). Do passado ainda nos surgiu uma "Vampiria" e uma "Ataegina" que ainda ajudou mais ao ambiente de festa, ficando para o final a "Alma Mater", com direito a bandeira de Portugal. Estava tudo a correr tão bem, que obviamente iria haver encore, surgindo um "Everything Invaded" e o hino a todos os fãs da banda, "Fullmoon Madness".


É difícil de qualificar por palavras - apesar de todas já usadas, fica sempre a sensação de que faltam mais - esta edição de Vagos Metal Fest, por isso aquilo que podemos dizer é que para o ano é obrigado comparecer, isto porque a Câmara Municipal de Vagos e a promotora Amazing Events já garantiram a continuidade para 2017 do festival, tendo sido aprovado este ano por quase dez mil pessoas. Sem dúvida que Vagos continuará no coração dos amantes da música pesada portuguesa. 



Tags

Related Posts

Report

Sem comentários:

Enviar um comentário

Imagem
World Of Metal
World Of Metal - Zine, Radio and TV - Support Us On Patreon!

World Of Metal - Zine, Rádio e TV - Apoie-nos no Patreon!

random
World Of Metal. Com tecnologia do Blogger.