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Void King - "There Is Nothing" Review


Já é redundante dizer que vivemos bons dias no que diz respeito ao stoner/doom tradicional, porque, verdade seja dita e como o underground está, existem propostas talentosas que nos chegam praticamente de todos os quadrantes da música pesada. A comprovar isso temos os Void King que nos chegam com este álbum de estreia que mais parece um trabalho de uma banda veterana com já vinte anos de carreira. Mas não, a banda tem apenas dois e "There Is Nothing" é o primeiro longa-duração, após um EP lançado no ano passado. Tudo o que se procura numa banda de heavy doom tradicional pode-se encontrar aqui.

Riffs certeiros, sujos (daqueles que pingam óleo como se tivessem a cair de uma Harley Davidson) e cheios de groove. Há um balanço que cada uma destas músicas provoca no ouvinte - desconfiamos que até se o ouvinte tiver morto, deverá ter uma qualquer reacção arraçada de pasmo que o fará bater o pé ou algo do género - e que nos impede de pensar muito, porque por vezes o pensar acaba por nos afastar da boa música. Por exemplo, peguemos numa música como "Skull Junkie" ou "Canyon Hammer"... não nos trazem nada de novo, não há por aqui nada que se desvie de uma série de propostas que já ouvimos milhares de vezes no passado. E isso pode desviar-nos atenção para algo menos importante do que a música em si, que deverá ter sempre a última palavra.

Para quem gosta de Corrosion Of Conformity (não sua fase mais roqueira), Orange Goblin e até mesmo Danzig dos primeiros álbuns, sem esquecer os mestres, Black Sabbath, têm aqui um novo vício. E acreditem, é vício mesmo. O álbum flui como se fosse água a correr de uma nascente e tem um poder hipnótico elevado. Basta desligar a mente, desligar aquele parâmetro que nos foi colocado sem nos apercebermos e diz que por ser um som clássico, que é, não tem valor suficiente para que lhe seja dada importância. Temos a sensação de que esta é uma banda que vai subir e muito nas escadas do reconhecimento no que ao stoner/doom diz respeito. A comprovar isso está o facto de, apesar de ter sido editado de forma independente e digital, já existe uma editora interessada em fazer o lançamento em formato físico, ainda este mês de Agosto, através da Off The Record.


1. Skull Junkie
2. Raise the Flags on Fire
3. Brandy Knew
4. Canyon Hammer
5. Healing Crisis
6. Box of Knives
7. Release the Hawks
8. That Was Not an Owl (DFI)
Duração 48:16 

2016 Edição de Autor / Off The Record

Nota 8.5/10


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