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Kreator - "Violent Revolution" Review






1. Reconquering the Throne
2. The Patriarch
3. Violent Revolution
4. All of the Same Blood
5. Servant in Heaven - King in Hell
6. Second Awakening
7. Ghetto War
8. Replicas of Life
9. Slave Machinery
10. Bitter Sweet Revenge
11. Mind on Fire
12. System Decay
13. Violent Revolution (demo)
Duração 62:20

2001 Steamhammer 

Nada mais apropriado visitar este álbum dos Kreator quando ainda há pouco tempo analisámos o seu mais recente trabalho. E não é apenas por ser a mesma banda. "Violent Revolution" é o álbum que permite que "Gods Of Violence" tenha sido lançado dezasseis anos depois, mesmo que indirectamente. A banda teve uma década de noventa muito experimental e instável. Não tendo lançado um álbum propriamente mau, a banda não conseguiu encontrar a unanimidade que tinha encontrado na década de noventa. "Coma Of Souls" foi um álbum fantástico (para muitos apontado como o melhor) seguido por um experimental "Renewal", um "Cause For Conflict" raivoso de porrada punk, um "Outcast" a tentar conciliar os dois álbuns anteriores e um "Endorama" gótico.

Nada mau para dez anos de actividade certo? Mas seria em 2001 que a banda viria a reconquistar o trono (a propósito de "Reconquering The Throne" que abre o álbum) do thrash metal europeu. Para isso também terá contribuído a mudança de alinhamento, nomeadamente a entrada do finlandês Sami Yli-Sirniö que substitui Tommy Vetterli (a quem podemos apontar a influência da atmosfera experimental de "Outcast" e de "Renewal") e ao estabelecimento de uma fórmula que com ínfimas mexidas aqui e ali traz a fase mais duradoura e estável em termos de qualidade por parte da banda alemã.

É um álbum em que os Kreator fecham o círculo e encontram-se a eles próprios. Podemos alegar muita coisa acerca da forma como a banda convenientemente volta a tocar o som que os popularizou mas sente-se que é genuíno. Toda a experimentação serviu para voltarem ao som forte do thrash, mas desta vez acrescido com muitas harmonias e melodias entre as duas guitarras. Não sendo um álbum perfeito é um dos trabalhos mais importantes da carreira da banda e que apesar de já ter quase vinte anos, continua a soar tão fresco como na altura em que o ouvimos pela primeira vez. Um bom exemplo da intemporalidade do thrash metal. Clássico.

Nota 9/10

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